segunda-feira, 3 de julho de 2017

Relatório da ONU denuncia “mito” de que pesticidas são essenciais para alimentar o mundo



Segundo um novo relatório elaborado por especialistas da ONU em alimentação e poluição, a ideia de que os pesticidas são essenciais para alimentar a população mundial crescente é um mito.
O relatório, apresentado na quarta-feira ao Conselho de direitos humanos da ONU, acusa as corporações mundiais que fabricam pesticidas de negarem sistematicamente os danos causados pelos seus produtos, de “táticas de marketing pouco éticas e agressivas”, de transferirem a culpa dos impactos evitáveis dos pesticidas para os utilizadores, assim como de uma intensa atividade de lobbying junto dos governos, que tem “impedido reformas e paralisado restrições” à utilização destes produtos.
Os pesticidas têm “impactos catastróficos no ambiente, na saúde humana e na sociedade como um todo”, estimando-se que, por ano, morram 200 mil pessoas vítimas de envenenamento agudo. “É chegada a altura de se criar um processo global de transição para uma produção agrícola e alimentar mais segura e saudável”, dizem os autores do trabalho
Embora a indústria dos pesticidas – cujo mercado vale 47 mil milhões de euros por ano – defenda que os seus produtos são essenciais para a proteção das culturas e o abastecimento de alimentos para uma população mundial crescente (que alcançará os 9 mil milhões de habitantes até 2050), os autores do relatório contra-argumentam estas alegações.
É um mito. Usar pesticidas nada tem a ver com acabar com a fome. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), já conseguimos alimentar 9 mil milhões de pessoas hoje em dia. A produção está definitivamente a aumentar, mas o problema é a pobreza, a desigualdade e a distribuição”, declarou Hilal Elver, relatora especial da ONU para o direito à comida, acrescentando que muitos pesticidas são usados em plantações de produtos como o óleo de palma e não na comida necessária para acabar com a fome.
“Apesar de a investigação científica confirmar os efeitos adversos dos pesticidas, é um desafio considerável provar uma ligação definitiva entre a exposição e os problemas de saúde nos seres humanos ou danos nos ecossistemas. Este desafio tem sido exacerbado por uma negação sistemática, impulsionada pela indústria dos pesticidas e pela agro-indústria, da magnitude dos danos infligidos por estes químicos e por táticas de marketing pouco éticas e agressivas”, diz o relatório.
“O poder que as corporações têm sobre os governos e sobre a comunidade científica é extremamente importante”, disse Hilal Elver ao The Guardian“Se se quer lidar com os pesticidas, tem de se lidar com as empresas – é por isso que [usamos] estas palavras duras. Elas dirão, naturalmente, que não é verdade, mas existem os testemunhos das pessoas.”
Embora alguns países desenvolvidos tenham normas “apertadas” para o uso de pesticidas, apenas 35% dos países em desenvolvimento têm um regime regulamentar para o uso destes químicos. O relatório descobriu ainda a produção de pesticidas para exportação em países nos quais a sua utilização já foi proibida.
O trabalho recomenda a criação de um tratado global para gerir a utilização de pesticidas, uma viragem para práticas sustentáveis, incluindo métodos naturais para controlar as pragas e a rotação de culturas, e o incentivo à produção de alimentos biológicos.
“A indústria utiliza frequentemente o termo ‘uso indevido intencional’ para transferir a culpa dos impactos evitáveis dos pesticidas perigosos para o utilizador”, diz o trabalho. “No entanto, a responsabilidade pela proteção dos utilizadores e de outros ao longo do ciclo de vida do pesticida e ao longo da cadeia de retalho é claramente do fabricante do pesticida.”
“A exposição crónica aos pesticidas tem sido associada ao cancro, à doença de Alzheimer e de Parkinson, à disrupção hormonal, a problemas de desenvolvimento e esterilidade.” Igualmente exposto no relatório está o risco para as crianças da contaminação da comida por pesticidas, que levou a 23 mortes na Índia, em 2013, e 39 na China, em 2014.







Fonte: Relatório da ONU denuncia “mito” de que pesticidas são essenciais para alimentar o mundo



Mais informação:
O mundo é o que você come
"Quem trouxe a fome, foi a geladeira"
“10 empresas controlam 85% dos alimentos”
É impossível remover agrotóxicos dos alimentos
Greenwashing é isso aí: Monsanto e Syngenta recebem o Nobel da Agricultura
O mito do agrobusiness: agronegócio perde em eficácia para agricultura familiar
"Estamos perto de provocar um impacto irreversível", diz chefe da Convenção sobre Diversidade Biológica no relatório “Proteção da saúde humana na época Antropocena” da Fundação Rockfeller
Porque a alteração da rotulagem transgênica fere o direito à informação, a Lei de Biossegurança e só interessa ao agronegócio, veja a opinião do IDEC, OAB, Greenpeace e pelo menos uma dezena de juristas publicados

Abapha Vintage Pop

"A moda passa, o estilo permanece", Coco Chanel


O blog não tem uma postagem específica sobre moda, há alguns guias informais de compras, escritos em função das minhas experiências pessoais, os marcadores "viagens" e "consumo consciente" ajudam. Não gosto da ideia de escrever sobre "o que comprar" exatamente porque em sustentabilidade o ideal é que se compre o mínimo possível. Quando a moda das camisetas a partir da fibra obtida com o pet reciclado decolou, preferi não dizer nada justamente porque estimula as pessoas a comprarem muitas garrafinhas de refrigerante para então reciclar o resíduo que vai virar uma camiseta engajada. E o problema é sempre esse: refrigerante, além de só fazer mal, é ambientalmente insustentável, pet é derivado de petróleo e as tais camisetas se revelaram um problema, já que liberam micropartículas de polímero durante a lavagem e essa água de descarte acaba no mar, sendo ingerida pelos peixes. Enfim, você acaba comendo o resíduo da tal camiseta "verde", quando o peixe sobrevive também é importante salientar.

Pior, a indústria da moda, além de incentivar padrões de beleza inatingíveis, ainda é uma referência mundial em trabalho escravo. Dos camelôs bolivianos às lindas lojas da Zara, passando pelo magazine Marisa, muito pouca gente escapa.

Para fugir de tudo isso, eu acertei essa equação comprando roupas de segunda mão.
Mais de 90% do meu guarda roupa é de brechó e bazar de caridade. Não compro mais outro tipo de roupa há anos, além de muito mais barato, a roupa de segunda mão é a roupa reciclada por definição, afinal está sendo reaproveitado o que iria para o lixo.
Bom, bonito e barato - o que é cada vez mais raro.
As únicas exceções que ainda abro, são as roupas íntimas, de ginástica, natação-praia e as camisetas básicas de algodão orgânico ou algodão com bambu - os primeiros pela higiene íntima e as camisetas porque acabam com o uso. Até meus jeans são de segunda mão e, como já é regra em bons brechós e bazares, todas as peças vieram lavadas e passadas.
Brechós não precisam ser empoeirados e sujos com antigos vestidos de festa em estilo senhoril empilhados. Na esquina da minha rua nos tempos do Flamengo, havia um brechó-antiquário muito sofisticado dentro de um apart hotel idem. Um dia, as proprietárias liquidaram mais de 100 jeans a R$10,00 cada um, estavam encalhados e era tudo de marca e praticamente novo. Fiz uma coleção de meia dúzia em todos os modelos e cores que sonhava pelo preço de uma camiseta nova nas mesmas lojas caras. De novo: coleção pequena, ninguém consegue usar dúzias de calças.
Se você levar tudo, não sobra para as outras pessoas, que talvez até estejam precisando mais. Não aproveite para surtar porque é barato e sustentável, é para todos.
Comprou por impulso, chegou em casa e não coube, usou duas vezes e não é a sua cara? Tudo bem, foi muito mais barato, mas doe no bazar de caridade mais próximo. Não aproveite para fazer um armário gigante e encalhado, nem compre pensando em trocar com as amigas, compre só o que precisa e doe a quem não tem o que não precisar mais.

Numa das minhas andanças pelos brechós do Rio, já vi até uma moça encontrar um lindo vestido off-white, bem anos 70 no estilo "Julieta" e dar um gritinho para a amiga ao lado "Encontrei meu vestido de noiva!". Por falta de uma terceira amiga, ainda pediram minha opinião, que dei a maior força é claro. Foi no Brechó do Pantera, no segundo andar do Shopping dos Antiquários em Copacabana, onde eu também tive a sorte de morar em frente. O Pantera, além de costurar, ainda por cima é DJ, a música ambiente do brechó dele era um luxo.
E aqui na Tijuca, eu cheguei até a morar em cima de um antiquário e brechó familiar que funciona até hoje num casarão antigo, o que foi uma experiência ótima, que me permitiu comprar muito barato todas as jarras, taças, bandejas e travessas sofisticadas que se ganham de presente de casamento.

Anos depois, a trabalho em Florianópolis, uma das coisas que mais me impressionou, foi a quantidade de brechós revendendo roupas praticamente sem uso. Pela metade do preço de um único vestido novo no shopping, comprei meia dúzia de peças em brechós descolados de um lugar idem, a Lagoa da Conceição. E, com o que economizei, pude ficar mais um dia na cidade.


A barraquinha dela na Feira de moda e food truck da Praça Afonso Pena já havia aparecido aqui no guia slow da Tijuca, mas ao longo desses anos, aprendi a gostar e respeitar ainda mais o trabalho bacana que ela e a mãe, Dona Célia, fazem, e assim, hoje, o Abapha Vintage Pop ganha postagem exclusiva.








Você vem andando pela pracinha depois de comer seu sanduba gourmetizado no food truck, já com um brigadeirinho diferentão na bolsa e se depara com um manequim desses, assim à luz do dia. Depois de se deparar, você para, olha e é atendido pela Flavia.










Então, a Flavia te informa que tem página no Facebook, Abapha Vintage Pop, que faz outras feiras e sempre divulga muita coisa. Quando você chega em casa, essas produções todas começam a fazer parte da sua timeline.




Você começa a curtir a página do Abapha Vintage Pop, acha as fotos lindas e depois de algumas feirinhas, surge uma oportunidade para conhecer o acervo, que é na casa da Flavia aqui na Usina, sub-bairro da Tijuca na subida do Alto da Boa Vista.
A casa é um charme, colada a um rio em ruazinha bucólica a 15 minutos do Centro. E cheia dessas produções vintage penduradas pelo jardim.




















As blusitchas em cambraia e renda feitas pela Dona Célia, a Mommy Poderosa da Flavia, que é um amor de pessoa, cozinha divinamente e sabe fazer até perfume.








As fotos dessa postagem são todas da página pública do Abapha de peças que já foram vendidas a outras pessoas. Não são peças que estão a venda, porque não fazemos propaganda. Nem minhas porque não sou blogueira de moda, postando todos os seus looks diários no Instagram.
Esse blog nem tem Instagram.
Eu não quero estimular a compra de nada nem ser modelo para ninguém. Mas eu gostaria muito que você que está lendo, seja sua própria referência independente da indústria da moda. Com qualquer corpo, em qualquer idade, dentro do seu estilo, sem comprometer seu orçamento ou explorar qualquer forma desumana de produção. Afinal, nada é mais chique do que a gentileza.









Mais informação:
Lenços
Jóias são insustentáveis 
Shopping dos Antiquários
Quantos escravos trabalham para você?
Comprando orgânico, local e justo na Tijuca
Artigos de couro vegetal em lojas convencionais
A casa sustentável é mais barata - parte 05 (eletrodomésticos vintage)
Apresentando um catador da Amazônia ao restaurador de São Cristóvão e morando em cima de um antiquário e brechó no Maracanã

Tapetes de Corpus Christi sustentáveis

"É dando que se recebe", São Francisco de Assis

O Estado é laico e a sustentabilidade deve estar acima de qualquer discurso inter-religioso. Independente de questões políticas e ideológicas, sou muito ativa nas paróquias próximas de minha casa, adoro estar em comunidade e acredito que como voluntária, pude frequentar ambientes que não teria acesso em outras circunstâncias, como favelas, distribuição de sopa aos moradores de rua, cestas básicas para prostitutas da zona mais miserável de minha cidade, entre outras atividades que infelizmente não são disputadas pelas pessoas. O Natal mais bonito que passei foi justamente com o Grupo Jovem da Basílica de Santa Terezinha aqui na Tijuca, distribuindo sanduíches para moradores de rua, a experiência, que aparece na postagem sobre o Natal Sustentável, foi tão marcante que entrei para o grupo da distribuição semanal em definitivo pelos anos seguintes.

Esse ano, pude ajudar a Conferência Vicentina do Santuário da Medalha Milagrosa a confeccionar o tapete de Corpus Christi com donativos de leite para um abrigo de Nova Friburgo. Ano passado, eles já haviam feito o tapete com doações de cobertor ao mesmo abrigo. Adorei ambas as ideias, além de estimular as pessoas a doar e poder ajudar a quem precisa (o que dá outra dimensão à data), o tapete é inteiramente sustentável por ser 100% reciclado e reciclável!

Tapetes de Corpus Christi são uma tradição medieval da Igreja e geralmente feitos em serragem e sal tingidos e pó de café. Nas cidades históricas do circuito mineiro, os tapetes passam dias sendo confeccionados e descem toda a ladeira a partir da Igreja Matriz na parte alta da cidade, atravessando a avenida principal. São uma atração turística e para deixar a cidade ainda mais bonita e prestigiar a data, os moradores dos sobrados ainda colocam colchas e mantas coloridas nas janelas.

Aqui no Rio, poucas igrejas continuam seguindo a tradição. Na Tijuca, algumas fazem o tapete tradicional e outras adaptam, o que também é válido, justamente porque o tapete tradicional de serragem e sal tingidos não recicla. Na verdade, o tingimento com tintas sintéticas e derivadas de petróleo torna ambas as matérias primas, serragem e sal, poluentes. O que era um material naturalmente biodegradável e até comestível, no caso do sal e do pó de café, torna-se lixo cinza (que não recicla) e vai sobrecarregar ainda mais os aterros sanitários. Quando não são espalhados pelo vento e chuva, entupindo os bueiros e poluindo os rios do entorno.
Quem fizer muita questão de continuar com o tapete de serragem e sal, pode substituir a tinta sintética por tinta comestível com segurança. Mas, não deixe de varrer a área no domingo à noite.


Os tapetes que eu gostei e recomendo por serem 100% reciclados.

Santuário da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças, Tijuca (Rio de Janeiro, RJ), 2017. 
Tapete com doações de leite em pó e caixinha em base dos ramos do Domingo de Ramos que haviam sobrado. Se for fazer na sua paróquia, oriente a doarem leite em pó em saco ou lata. Leite em caixinha, além de gerar uma embalagem que não recicla como o tetrapack, é muito mais pesado para carregar pelas escadarias comuns em igrejas. Fotos minhas 











Paróquia dos Sagrados Corações, Tijuca (Rio de Janeiro, RJ), 2017. 
Tapete 100% reaproveitável em papelão, papel metálico, acamurçado sintético e retalhos de tecido. As flores eram naturais e podem ser substituídas. Paróquias que tiverem pastorais como Catecismo, Primeira Comunhão, Crisma e Grupos de Jovens podem colocar os jovens para fazer os tapetes, deixando aos adultos a tarefa de arrumar. Fotos minhas





Santuário da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças, Tijuca (Rio de Janeiro, RJ), 2016.
Tapete confeccionado com cobertores doados pela comunidade. Fotos da Conferência Vicentina.







Ano passado, eu estava à trabalho em Ribeirão Preto, SP, no Corpus Christi, então aproveitei a data para visitar uma atração local, o Santuário das Sete Capelas no Morro de São Bento e vi um lindo tapete circular ao ar livre todo em pallets com serragem natural apenas nas bordas, muito prático em se tratando de ambiente ao ar livre. Fotografei na época, mas não lembro onde salvei as fotos. Encontrei algumas imagens no Google Images que mostram bem o local.
Fontes: Veja fotos da comemoração de Corpus Christi em Ribeirão Preto e Artista plástico Fernando Iozzi trabalha na decoração e Corpus Christi







Continuei pesquisando no Google Images e encontrei outras duas versões interessantes, mantas de fuxico compondo imagens sacras em mosaico e mosaicos de retalhos. Ambos podem ser 100% reaproveitados nos anos seguintes. As bordas podem ser em serragem ao natural, plantas ou mesmo flores de tecido que não deterioram e também serão reaproveitadas no ano seguinte.







Mas, os meus favoritos são realmente os tapetes de donativos e fiquei muito feliz em ver que em outras cidades do Brasil, ele também vem sendo feito.
Fontes das imagens:
Corpus Christi, em Caxias, tem tapete de cobertores
Celebração reunirá paróquias no Parque Eduardo Gomes
Solidariedade forma tapetes de Corpus Christi em Rolante
Milhares de fiéis prestigiam Corpus Christi em Montes Claros









O que significa a data de Corpus Christi no Calendário Católico: https://pt.wikipedia.org/wiki/Corpus_Christi




Para viver a alegria dessas festas de forma sustentável ao longo do ano todo:
Natal Sustentável
Festas Juninas sustentáveis
Páscoa em paz com o resto do mundo
Boa ação de Natal: Papai Noel dos Correios
Boa ação de Natal: Dando de comer a quem tem fome
Boa Ação de Natal: Dê um destino nobre ao seu 13º, doe uma parte



Mais informação: 
Tetrapack não recicla
Flores não são verdes
Como funciona um aterro sanitário
A praga da reciclagem artesanal: não é sustentável e é horrível
Nos 20 anos da Chacina da Candelária: Procura-se Aparecida e Dalila Ribeiro da Silva
Incensos e Aromatizadores de ambiente não são sustentáveis: o mundo também é o que você cheira
"Louvado seja", Encíclica ecológica do Papa Francisco: que mundo queremos deixar para quem vai nos suceder?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

As aventuras de uma panela elétrica quadrada

Morei por 2 anos em uma casa cujo gás era a botijão. Com medo e por tratar-se de um imóvel alugado, não instalei fogão e assim, foram muitas gostosuras preparadas em panela elétrica redonda de arroz, sanduicheira do tipo grill, torradeira, um forno solar improvisado em caixa de papelão e claro, comidas que não precisam ir ao fogo. As fotos e receitas estão todas na postagem "2 anos sem forno e fogão", de onde saíram até sorvetes de cupuaçu e moquecas de arraia.
Gostei tanto que, mesmo morando em apartamento convencional atualmente, comprei uma panela elétrica quadrada para fazer as coisas que não consegui com as limitações da panela redonda de arroz.
Panelas de teflon não uma opção exatamente saudável, mas as panelas elétricas quebram o galho como ninguém. O guia de panelas atóxicas segue abaixo linkado em "Mais informação" no final da postagem.

Para quem surta com aqueles tutoriais a base de requeijão (ou leite condensado) estilo "tastemade", a panela elétrica quadrada é a salvação. Não vou deixar essas receitas aqui, nem sei o que é margarina, requeijão e farinha branca. Leite condensado é uma coisa que não deveria nem ter sido inventada, quando mais para misturar com biscoitinhos oreo quebrados e fazer disso uma sobremesa.

Seguem minhas delícias, o mais naturais possível, que não são minha base alimentar, mas fizeram bonito em momentos de gula e preguiça e podem sim, ser a salvação para quem está em quitinete de cozinha compacta ou temporariamente sem gás, como eu fiquei um dia.




Torrada integral com ovo orgânico, para quando todo mundo acorda tarde e pretende emendar o almoço com o jantar.













Tapioca, do que eu mais sentia falta de comer quando morava na casa sem gás e só tinha a panela redonda. Ficava esperando o dia da feira livre na minha rua para comer tapioca no café da manhã. Com a panela quadrada, dá para fazer todos os dias. A da foto abaixo é salgada, de queijo de minas com um pesto de azeitonas verdes por cima. Receita de todos os pestos na postagem homônima linkada ao final do texto.






Pizzas e wraps em pão folha, um pão árabe mais molinho que eu trago do empório a granel sempre que vou. Essas fotos já andaram na postagem sobre a Saara, são recicladas. Pizza marguerita e de sardinha com cebola sem queijo. De sobremesa, wrap de banana com canela, todos no pão folha.






Shakuskas, junto com o falafel é a comida de rua favorita dos israelenses. Na postagem sobre a dieta anticâncer, eu fiz a versão saudita, sem queijo, mas com carne e berinjela (que eu substituí por abobrinha em virtude das restrições da dieta) - é mais pesado e serve melhor como refeição. A versão israelense é em queijo, não leva carne nem berinjela, mas leva tomate, cebola e uns verdinhos, presta melhor para rechear sanduíches, como servem nas barraquinhas em Israel. A versão israelense é mais popular nos EUA e por isso, o padrão de receita encontrado nos sites de gastronomia.







Sardella. Juntando aliche, vira alichela. O único risco é comer todo o pimentão grelhado antes e não sobrar para a sardella.











Melitzanosalatta, receita grega de salada de berinjela assada com alho, pode vir com queijo feta também, eu prefiro sem.
A receita dela está na postagem de manteigas vegetais linkada ao final.




Espinafre e almeirão com ovo sauteé, das coisas mais fáceis de cozinhar. Lave bem os vegetais e descarte todos os talos, só use as folhas, Quebre os ovos por cima e deixe cozinhar no vapor. Eu gosto de só adicionar o azeite depois, Serve 4 pessoas com outros acompanhamentos, pergunte quantos ovos cada um vai querer antes de fazer. Com pãozinho, puro no jantar, serve bem um casal e ainda sobram folhas para o dia seguinte. Pode ser feito com bertalha, acelga, agrião, taioba, escarola, folhas de nabo, ramas de cenoura, etc. Pode ser consumido em todas as fases da dieta da cândida.



Uma das melhores coisas em qualquer panela elétrica ou grill é poder grelhar vegetais em segundos. A cebola fica divina, docinha sem nenhuma ardência. É uma comida de churrasco sem fumaça nem grelhas imundas. Na foto abaixo, com queijo de Minas e o pão 100% integral fazendo um queijo quente muito chique. Pimentões e tomates também ficam deliciosos e acompanham bem qualquer prato.







Omeletes e tortillas, bom e barato. Ao lado, em batata doce e cebola, basta quebrar os 3 ovos por cima, temperar com sal e pimenta e tampar a panela. Serve duas pessoas com salada verde e/ou massa-risoto. Abaixo, omelete simples de alho poró e cebola acompanhando sopa creme de aspargos frescos. Essa sopa e omelete podem ser consumidos durante a dieta anticâncer em todas as etapas. Estou atualizando a postagem sobre candidíase com essa receita e outras também citadas aqui que se aplicam à dieta. A sopa creme de aspargos sem leite faz-se fervendo rapidamente um maço de aspargos frescos (corte a base branca) e batendo tudo no liquidificador com um litro de leite de coco caseiro ou iogurte. Volte a ferver para engrossar. Não precisa refogar em alho, basta salgar e juntar salsa picadinha se quiser.







Batatas rústicas com alho e alecrim acompanhando Borani Sfanaaj, o dip iraniano de espinafre com iogurte que já havia aparecido aqui na postagem sobre a dieta anticâncer. Segue a receita dele pela primeira vez: cozinhe no bafo um maço de espinafre sem os talos (separe as folhinhas e guarde os talos para uma sopa no futuro), assim que murchar, leve a uma superfície fria (prato ou tábua) e pique grosseiramente, junte a um copo de iogurte natural não adoçado (eu faço em casa, receita abaixo), misture bem e sirva em temperatura ambiente ou gelado. A receita das batatas rústicas com alecrim e alho segue abaixo na postagem sobre batatas fritas.











Berinjela assada com ragu de pobre. Mais uma receita de nossa modesta lavra. Aquela carne que sobrou do churrasco e está seca, que não inspira nem carne moída (vale até resto de linguiça), pode ser batida no liquidificador com muitos tomates frescos, alguns dentinhos de alho, folhinhas de manjericão e virar um molho ótimo, com sabor levemente defumado da carne. A carne, que comemos inocentemente todos os dias, é muito cara financeira e ambientalmente para ser desperdiçada.




Pique a carne finamente, junte em média 2 tomates inteiros  e 1 dente de alho para cada porção de carne (a palma da sua mão sem os dedos) e bata tudo no liquidificador.
Cubra berinjelas fatiadas com essa pasta. Regue com azeite e leve a assar em temperatura baixa.
Acompanha todas as massas sem molho e faz com que um bife médio sirva até 4 porções.
Na foto, sem massa, acompanhando farofa simples e batata doce assada com azeite de licuri do Cerrado por cima.







Kibe orgânico da Korin e kibe de forno feito em casa. Para fritar, ninguém precisa de uma bacia de óleo, fritura pode ser feita com um fio de azeite só para "melar" a panela. O kibe de forno foi feito seguindo a receita tradicional com trigo em grão, temperei com cravo e canela em pó, além do alho-cebola e hortelã-cheiro verde padrão. O kibe de forno é uma das muitas receitas que podem ser consumidas durante a fase suave da dieta anticâncer. Estou atualizando a postagem sobre candidíase com essa receita e outras também citadas aqui.















Batata doce frita com água. Essa é mais uma das receitas antigas daqui, a técnica que permite cozinhar por dentro e fritar por fora, vem toda explicada na postagem sobre batata frita, além de mais prático, consome 1/3 do óleo normalmente usado em fritura.





Uma das receitas mais antigas daqui do blog é um bolinho de arroz integral (receita abaixo). Eu adoro e, modéstia à parte, faço um dos bons. Uma leitora tentou fazer e errou o ponto, contou ter desmanchado tudo. Coitada. Desenvolvi outro que leva algumas batatas baroas cozidas amassadas junto. Fica ainda melhor! Observe que o bolinho é molengo mesmo, é uma passada no azeite da frigideira, quase grelhando. Se for fazer fritura em imersão, vai desmanchar. O segredo é fazer o arroz empapado, para grudar tudo no amido do arroz. Cheguei num ponto tão bom que nem uso mais farinha. Pode tentar que não desmancha. Quem gostar, junta curry.



























Bife à milanesa em farelo de milho, sem glúten ou fritura em imersão. É uma adaptação livre da receita do bife à milanesa de forno do Vigilantes do Peso. Eles sugerem "pular" a etapa da farinha branca e empanar diretamente no ovo e posteriormente em farinha integral. Para assar num tabuleiro untado com azeite. Eu adoro essa versão deles, mas também adorei a versão de um peito de frango à milanesa empanado no farelo de milho que comi no interior de Minas. Então, misturei as duas versões e gostei muito. É só passar o bife temperado de véspera (ou peito de frango) no ovo e depois no farelo de milho (ou farinha para cuscuz) e então passar no azeite, sem imersão. Acompanhou pûre de inhame com espinafre e pela foto, a pimenta usada no tempero da carne foi calabresa.







Bife com batata rostiê simples e olivita (ou tapenade, o pesto de azeitonas) por cima da batata



Fajitas de carneUm bife médio cru e previamente temperado, um tomate e meia cebola roxa fatiados. Tempere com sal, pimenta (lemon peper na foto), cubra com um fio de azeite e deixe fazer sozinho. Acompanhou pão de hambúrguer integral e um borani sfnaaj sem elaboração (espinafre refogado com iogurte por cima sem mistura). Puro serve uma pessoa, com acompanhamento como na foto, serve 2 pessoas. Junte pimentão amarelo ou vermelho se encontrar do orgânico. Também pode ser feito em frango ou cogumelos para uma versão vegetariana.



Fiesta Cubana, é uma comida comum no Caribe e Antilhas, como morei no Panamá há muitos anos, aprendi a comer por lá. 
Não tem ciência, qualquer carne com todo o acebolado e pimentão possível, mas obrigatoriamente com banana. Pode ser carne de boi, frango ou porco e algumas versões misturam as três, o que não pode faltar é o acebolado e a banana.  As carnes nunca são nobres.
É uma comida de comer com a mão, pode acompanhar arroz com feijão, batata e até uma tortilha de milho que lembra a nossa panqueca, mas pede mesmo pão e cerveja gelada. É pesado, sai barato e rende muito. Geralmente vem apimentado. Eu adoro.










Batatas doce e inglesa, assadas como nas Festas Juninas. 
Sardinha na chapa como nos botecos. Essa gordura toda é do próprio peixe. Não junte óleo, deixe um pouco de água embaixo que o pescado já solta muita gordura naturalmente. 
E, na sanduicheira, hambúrguer de carne moída com pedaços de fígado de boi, muito alho e um toque de canela como nos food trucks.



Risoto de bacalhau com grão de bico, cenoura e vegetais em arroz integral orgânico. Eu gosto muito de bacalhau mas, para não estimular a pesca predatória que está levando o pescado à extinção, só compro as lascas - é mais fácil de preparar do que as postas e sai mais barato inclusive.



























Risoto de bacalhau com lentilha libanesa e pimenta rosa em arroz integral orgânico. Repare pela segunda foto que eu não estava com vontade de refogar alho e cebola no azeite, deixei para cozinhar simplesmente na água e sal. Depois de pronto, reguei com azeite aromatizado de alho e salpiquei muita cebola desidratada (no vidro da frente, de tampa enferrujada). Arrependo-me de ter cozinhado a pimenta rosa junto com o arroz, bacalhau e lentilhas, eram vermelhinhas e acabaram escuras. Hoje, deixaria para juntar depois de pronto, como verdinhos.






Torta "Fit" de bacalhau (ou frango) com batata doce e farinha de grão de bico. A receita é simples, leva frango e batata doce previamente cozidos, juntam-se ovos e farinha de grão de bico, que pode ser feita batendo os grãos crus no liquidificador. Não guardei a receita, nem contei medidas, só juntei um pouco de abóbora.  Não achei tão gostosa para falar a verdade.






Bacalhau com batata na mostarda com iogurte. Essa é daquelas receitas muito simples e que sempre impressionam. O melhor, rende muito. Arrume na panela 2 batatas grandes em rodelas, junte mais ou menos 300 a 400gr de bacalhau em lascas dessalgado. Cubra com meia cebola roxa fatiada, tempere a gosto (usei lemon peper), um fio de azeite por cima e leve a assar tampado. Quando estiver quase pronto, cubra com um molho feito com 300ml de iogurte caseiro (receita abaixo) e 2 colheres de sopa cheias de mostarda Dijon. Deixe apurar com a panela desligada e sirva. Puro, com pãozinho, serve 2 pessoas. Com arroz, saladas verde e de feijão (fradinho, branco ou grão de bico) serve 4 pessoas.

Para quem é louco por bacalhoada daquelas cheias de batata, cebola e pimentão nadando num mar de azeite, a panela quadrada é um bom negócio, faz-se o bacalhau dos sonhos em menos de meia hora. E ainda dá para fazer o arroz de brócolis com alho na panela redonda.












Frango com batata doce, batata baroa e cenoura no maracujá com mostarda l´Áncienne e pimenta rosa. É uma adaptação da receita acima, mas precisei deixar os pedaços de frango caipira previamente temperados de molho no maracujá de um dia para o outro. Gostei mais do molho com iogurte e mostarda Dijon. Na foto ao lado, já pronto, acompanha arroz integral.








Arroz integral de forno de frango com cenoura, ovos cozidos e vegetais. O legal dessa receita é poder cozinhar os ovos inteiros e só descascar e juntar ao prato depois.







As receitas de carnes e vegetais abaixo já foram todas linkadas na postagem da dieta anticâncer e candidíase (link disponível ao final), mas servem como sugestão sempre. 

Carne moída, bife simples e bifes acebolados




Coração e fígado de galinha



Posta de dourado com limão e falafel com cebola





Cebolinha-nirá e agrião na chapa, ao alho e óleo se quiser, como couve à mineira.





Chuchu sauteé 



Abobrinha, cebola e brocolis no ovo



Chuchu sautée com vegetais empanados no ovo




Shakuska de carne moída sem tomate, substituindo a berinjela por abobrinha, acompanhado de pûre de inhame com espinafre.










Para quem não está de dieta e gosta de comer bem sem latarias:


Pode ser feito em qualquer panela e virou uma mania minha, são meus "lolós" e "totós". É o seguinte, como nem sempre se encontram bons aipins ou todos querem comer outras coisas, você troca o aipim por batata baroa (mandioquinha) ou batata doce ou abóbora japonesa (hokaido) e substitui o camarão do bobó por qualquer outra coisa, como palmitos, shitakes, cogumelos paris, carne picada de estrogonofe, carne seca desfiada, frango orgânico em tiras, etc.   No fundo, é uma variação dos caldos tradicionais, mas com consistência de bobó. Para nunca mais comprar uma lata de creme de leite na vida.  Não estranhe, vaca atolada é um creme de aipim com carne e costela, sem creme de leite.     Fazendo em abóbora japonesa, dá para servir até com batata frita, com as outras versões em batatas, só inhame palha ou chips mesmo. Na foto abaixo, com arroz integral.




De sobremesa:

Frutas assadas e carameladas na rapadura. Eu gosto tanto de fruta assada, que também tenho uma postagem só com essas sugestões, que podem levar vinho, gengibre, paus de canela, iogurte geladinho por cima depois de pronto, etc. Receitas todas abaixo.

Banana assada na própria casca, abra e polvilhe canela em pó.








Morangos e figos, pêssegos e maçãs, abacaxi e maracujá. Com rapadura para caramelar. Essa também é daquelas que impressionam sem dar nenhum trabalho. Podem ser feitas na hora e na frente do convidado.





















Maçã assada recheada de tahine com melado e canela. Quem estiver sem tahine e melado, pode trocar por passas, amêndoas, tâmaras, damascos ou mesmo um pau de canela. Tahine com melado tem gosto de peanut butter e substitui bem qualquer gordura no preparo de doces.





Cheesecake! Eu gosto tanto de cheesecake que tenho uma postagem com uma dúzia de receitas, essa é a versão com ricota. Calda de ameixa seca sem açúcar para acompanhar.























Cookies. Essa é a receita simples de dois ingredientes do cookie integral básico, banana amassada e aveia em flocos, não tem medida. Pode levar passinhas, tâmaras, castanhas picadas, canela, coco ralado, etc.








Bolos! Você pode fazer todos os bolos e brownies que quiser nessa panela quadrada, o formato já ajuda, mas eu prefiro assar bolos na panela elétrica redonda, a de arroz, e explico o porquê. A panela de arroz redonda é quase uma cuscuzeira e por isso, permite que o ar saia. Na panela quadrada, a saída de ar é mínima, um furinho na tampa de vidro e por isso, eu senti que os bolos mais cozinham do que assam. Para brownies e bolos sem farinha é até melhor, mas para os bolos tradicionais, a panela redonda assa mais uniformemente, pelo menos no meu ponto de vista. Todas as fotos abaixo já estava na postagem sobre bolos sem glúten, as receitas também vão linkadas ao final. Ao lado, o famoso brownie de Nutella de 3 ingredientes (Nutella, ovo e farinha branca), com farelo fino de aveia no lugar da farinha de trigo sugerida.












Bolo de fubarina e torta preguiçosa de banana em farelo de aveia.





Bolo de cacau em coco ralado e bolo de milharina com coco.








Na festinha infantil, cachorrinhos quentes montados na hora pelos próprios convidados. Uma vez na vida não mata ninguém. Comida também é cultura. Família veganas podem trocar a salsicha animal por vegetal.












Panelas redondas são ótimas estufas para esquentar qualquer marmita ou quentinha, como fez com o empadão de palmito da padaria do meu bairro. Basta colocar água e deixar tampado. Ferve sem torrar nem grudar no fundo, a perfeição.
















Não são de panela, mas fazem toda diferença:

Para qualquer situação, dica do Vigilantes do Peso: Aveia de véspera com iogurte natural desnatado e a fruta de sua preferência. Eu faço iogurte em casa há anos, a receita também vem abaixo, um litro e meio de iogurte caseiro de fermentação natural a partir do leite orgânico custa o mesmo que meia dúzia de potinhos de iogurte grego industrializado sem gerar tanto lixo. A aveia compro a quilo no empório a granel pelo preço da caixinha do supermercado.
Para fazer esses potinhos coloridos, basta picar-amassar a fruta de sua preferência, polvilhar um pouco de farelo de aveia fino, cobrir com o iogurte natural desnatado caseiro, tampar e deixar de um dia para o outro gelando. No dia seguinte, virou um creme de digestão rápida.
Eu faço em quantidade para ter sempre, é o café da manhã mais rápido que existe, pode ser carregado nas bolsas para matar a fome ao longo do dia e vira até jantar quando não há nada na geladeira. Uma mão na roda. As frutas que mais se prestam são as de polpa mole, como banana, mamão, manga, kiwi, pêra, maçã e todas as frutas vermelhas. Quem gostar, adiciona coco  ralado, castanhas, frutas secas, canela, melado, etc.














Salmorejo Madrileño, é daqueles tapas espanhóis que ninguém acredita de tão bons, leva 4 ingredientes banais: tomate, alho, azeite e vinagre. Uma coisa. Lá, eles servem em prato fundo com ovos cozidos picados e jamón serrano por cima, eu prefiro puro para molhar o pãozinho. No fundo, é um pesto de tomate cru com um toque de vinagre, delícia antiga daqui também. Receita de todos os pestos na postagem homônima linkada mais abaixo.












Tenha comida de boa qualidade na geladeira, um bom pão 100% integral (ou alemão de centeio), café orgânico extra forte de moagem artesanalqueijo e manteiga frescos de boa procedência, azeite orgânicoovos caipiras, muitas frutas, raízes e vegetais no seu gosto (preferencialmente orgânicos), aquela mostarda maravilhosa (sem açúcar) que deixa tudo uma delícia, melado de cana da roça e rapadura de engenho, shoyo de fermentação natural, castanhas e frutas secas compradas a granel junto com todas as especiarias possíveis, muitas pimentas incrementadas e variadas, muito alho, cebola e gengibre frescos, os verdinhos aromáticos frescos que perfumam qualquer aipim cozido, massa integral, couzcous marroquino ou arroz integral com feijão (lentilha, grão de bico, etc)... e assim, qualquer lanchinho vira um banquete.









Outras receitas que podem ser preparadas com muito sucesso nas panelas elétricas quadradas: empadão, escondidinho, moquecas, soufflés, yakisoba, ratatouille, charutinhos de abobrinha e repolho, tomates recheados, lasagnas...




As receitas citadas acima:
Pizzas
Tortillas
Frutas assadas
Kefir e iogurte
Milanesas e purês
Ok, você venceu: batata frita!
Falafel, kibe e abará de acarajé
Barriga e geladeira vazias? Faz tortilha.
A dieta contra cândida que eu segui e valeu a pena
Caldos: a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso
Bolos integrais e sem açúcar 03: não contém glúten, os bolos da vovó
Couve chinesa e ramas de cenoura sautée com bolinho de arroz integral
Pestos e Olivitas italianas, Tapenades francesas e o Salmorejo madrileño
A tapioca de coco com banana e canela em doce de leite de tahine com melado de cana
Manteigas de berinjela, cebola, alho e champignon com azeites extra virgens orgânicos e aromatizados



Mais informação:
Compras a granel
Encarando o bandejão

2 anos sem forno e fogão
As frutas que ninguém come mais
Panela velha é que faz comida boa

Hortaliças em extinção por causa das “tentações vindas da cidade”